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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Relator dá parecer favorável à PEC do Pampa

pampa 










 
Após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar na segunda-feira (dia 18) uma pesquisa colocando o Pampa como o segundo bioma no país que mais sofre com o desmatamento, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que inclui o Pampa entre os patrimônios naturais protegidos  por lei recebeu parecer favorável do relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. A CCJ é o último passo antes da votação em plenário.
A PEC do deputado Fernando Marroni determina a inclusão do Pampa na lista dos biomas amparados  constitucionalmente, entre os quais estão a Amazônia e Mata Atlântica. O enquadramento do Pampa nessa categoria é visto como fundamental para garantir o uso sustentável dos recursos naturais, além de ser um passo importante no processo de valorização de carne gaúcha a partir da preservação das pastagens nativas.

"Incluir o pampa como patrimônio natural brasileiro possibilitará desenvolver ações de valorização dos produtos com origem no seu território, bem como criar regras para seu uso racional. A carne gaúcha é um grande exemplo, já que é o principal produto de exportação do Estado e um dos diferenciais está no tipo de pastagem", explica Marroni.
Com o parecer favorável à aprovação da PEC, o texto agora será ser apreciado pela CCJ. Conforme Marroni, o deputado paulista Ricardo Berzoini (PT), presidente da comissão, deverá incluir o tema na pauta nas próximas semanas. "Devido à importância do tema e com a divulgação recente destes dados alarmantes sobre o pampa, tenho certeza de que o presidente será sensível a acatará o nosso pedido ", projeto o autor da proposta.

Fonte: Site Dep Fernando Marroni

Bom senso foi derrotado, diz Marroni sobre novo Código Florestal

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O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (dia 25) o relatório do deputado Paulo Piau (PMDB-MG) que estipula as regras do novo Código Florestal brasileiro. O texto retirou vários pontos que haviam sido acordados no Senado e gerou revolta dos deputados da chamada bancada ambientalista.
“Infelizmente o bom senso foi derrotado. A maioria escolheu o pior texto e, na verdade, foi aprovado um Código Agrícola, não um Código Florestal”, afirmou Marroni.
A bancada do Partido dos Trabalhadores foi unânime ao votar contra o relatório de Piau. O partido defendia que fosse votado o texto enviado pelo Senado, elaborado após um acordo entre ambientalistas e ruralistas. Porém, relator apresentou diversas emendas ao novo texto, que foi aprovado por 274 votos a 184.
A principal reclamação da bancada ambientalista é em relação à anistia e à recuperação de áreas degradadas. De acordo com o líder do PT na Câmara, Jilmar Tato, o relatório aprovado representa um retrocesso. “A proposta  anistia os grandes, quem desmatou e, além disso, não prevê a recuperação da área degradada. É um retrocesso daquilo que estamos fazendo todo o esforço para construir, que é o crescimento sustentável, motivo de orgulho e que tem sido elogiado por outros países”, ressaltou.
O texto segue agora para a sanção presidencial. Parlamentares contrários à proposta já preparam uma grande mobilização pelo veto da presidenta Dilma Rousseff. “Tenho confiança na presidenta Dilma, que sempre se posicionou contrária à anistia. Dentro de alguns meses o Brasil irá sediar a Rio + 20, e um veto presidencial a essa proposta seria uma grande mostra do compromisso do governo brasileiro com o desenvolvimento sustentável”, encerrou Marroni.

Fonte: Site Dep Fernando Marroni

Deputado palestra para futuros engenheiros sobre energia eólica

Alunos dos cursos de Engenharia Mecânica e Engenharia da Produção da Faculdade Anhanguera de Pelotas participaram na noite de quinta-feira (dia 19) de uma palestra sobre energia eólica. O apresentador foi o deputado federal Fernando Marroni, autor de uma publicação sobre o tema.
Cerca de 150 alunos acompanharam a palestra, que resgatou um breve histórico da energia eólica no mundo e no Brasil, apresentou o panorama atual e projeções para o futuro próximo. Um dos principais aspectos abordados foi a instalação das usinas de Chuí e Santa Vitória do Palmar, no extremo sul do Rio Grande do Sul. Juntos, os dois empreendimentos que deverão entrar em funcionamento em março de 2014 formarão o maior parque eólico da América Latina.
“Este é apenas o primeiro empreendimento na região e já chega com essa dimensão. Isto mostra o quão importante esta matriz energética é para a região sul e o sistema de energia interligado do país”, disse Marroni.
O deputado também ressaltou a série de oportunidades que se abrem aos profissionais, sobretudo engenheiros, a partir do novo momento do Brasil na área de geração de energia. “O crescimento rápido do país e os grandes investimentos em petróleo e energia dos ventos, por exemplo, faz com que atualmente tenhamos uma grande demanda por engenheiros. Vocês são os profissionais do futuro próximo”, destacou aos estudantes.
Engenheiro eletricista, Marroni fez questão de visitar os laboratórios de engenharia da Anhanguera Pelotas, acompanhado pela diretora geral da faculdade, Betânia Damati, pelo coordenador dos cursos de engenharia, Antônio Rogério Ness, e da coordenadora pedagógica Raquel Silveira Dias, o deputado elogiou a estrutura da instituição em Pelotas.

Fonte: Site Dep fernando Marroni

Santa Maria Ações do Governo Federal já ultrapassam R$ 1,11 bilhões / Saneamento

O Governo Federal está realizando investimentos com foco no fortalecimento de politicas públicas para ampliar o desenvolvimento social e econômico dos municípios do Brasil. São ações nas áreas de educação, saúde, infraestrutura, habitação, desenvolvimento agrário e muitas outras, que viabilizam a autonomia e a qualidade de vida dos brasileiros.

2005     0638 - Apoio à Elaboração de Projetos para Implantação e Ampliação dos Sistemas de Resíduos Sólidos Urbanos     50.000,00
           
Fonte: Site PT Sul Transparência

Zero Hora – Página 10 Rosane de Oliveira

Por determinação da presidente Dilma Rousseff, representantes de quatro ministérios vão se reunir para discutir uma forma de destravar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento que estão emperradas por ação da Funai. Em torno da mesa devem sentar-se os ministros do Planejamento, Miriam Belchior, dos Transportes, paulo Passos, do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, e da Justiça, José Eduardo Cardozo, dirigentes do Dnit e da Funai. O problema é o embargo de obras, pela Funai, por conta da existência de índios vivendo à margem de rodovias que serão duplicadas em diferentes Estados do Brasil.
ESL 0668 300x199 Zero Hora   Página 10  Rosane de Oliveira
Ontem, o deputado federal Paulo Pimenta (PT) esteve com o ministro paulo Passos e ouviu dele que o Dnit não aceita a exigência da Funai de só liberar cinco dos nove lotes da duplicação da BR-116, entre Guaíba e Pelotas. A Funai quer impedir o início das obras em quatro lotes, embora só existam índios em um trecho do lote 1.
A presidente só aguarda a liberação pela Funai para vir ao Rio Grande do Sul e dar a ordem de início para a duplicação da BR-116 e do contorno de Pelotas. Na mesma viagem, Dilma deve inaugurar um trecho da BR-470, entre Barracão e Lagoa Vermelha.
A reunião da próxima semana deve tratar também do início das obras de duplicação no último lote da BR-386, entre Tabaí e Estrela, uma das maiores dores de cabeça do ministro Passos no Rio Grande do Sul. Ocorre que a Funai impede o início das obras em 9 quilômetros, embora os índios ocupem apenas 400 metros na margem da rodovia. A Comunidade do Vale do Taquari está revoltada com a demora da Funai em realocar os índios e liberar a obra.
Ontem, na audiência concedida ao deputado gaúcho, Passos reiterou a promessa de licitar, até o final do ano, a duplicação da BR-290, entre Eldorado do Sul e Pantano Grande. Essa é mais uma obra fadada a esbarrar na força dos índios e na incapacidade da Funai de resolver rapidamente os problemas. Há pelo menos 15 anos uma família de índios vive à margem da BR-290, entre a entrada para Charqueadas e o Parque Eldorado. Desde que a duplicação da rodovia foi anunciada, outras famílias se alojaram na área, formando o embrião de uma aldeia.

Fonte: Site Dep paulo Pimenta

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Villaverde participa de votação da LDO na Assembleia

Cumprindo a agenda desta terça-feira (10), o deputado Adão Villaverde participou da sessão plenária na Assembleia, que, entre outros assuntos, debateu o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do Executivo.

Pela manhã, Villaverde ficou sabendo que o seu projeto de lei 137/ 2012 - que trata da isenção de ICMS na compra de bicicletas - foi distribuído na reunião ordinária da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para receber parecer do deputado João Fischer, o Fixinha (PP). À noite, no Salão de Atos da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Villaverde participa da comemoração de 30 anos do lançamento do show coletivo Música Popular Gaúcha (MPG), no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, em 1982.

Fonte: Site Dep Adão Villaverde

Em defesa do Morro São Pedro e de uma cidade sustentável


Ao lado dos vereadores Engenheiro Comassetto e Mauro Pinheiro, do PT, Elias Vidal (PV) e Toni Proença (PPL), lideranças partidárias e comunitárias, o deputado Adão Villaverde participou de uma caminhada ambiental ao Morro São Pedro, na Restinga, na manhã de domingo (10) para reforçar seu compromisso com a ideia de uma cidade sustentável, com inclusão e qualidade de vida.

Com 289 metros de altitude e abrigando a nascente do Arroio do Salso, maior bacia hidrográfica da capital, o morro carece de efetivação como parque natural e convive com uma crescente ocupação irregular. "Só na Restinga existem 40 vilas irregulares", informou Comassetto aos participantes da caminhada que subiram em direção ao topo do morro, observando a erosão que castiga a região, as habitações em precárias condições nas proximidades e o visual da zona sul que se descortina do alto.

Para Villaverde, a situação do morro é uma espécie de símbolo da falta de planejamento urbano do poder público municipal, pois é demonstração da falta de resposta às demandas imediatas da urbanização e de preservação ambiental, fundamental para projetar o futuro de Porto Alegre.

Fonte: Site Dep Adão Villaverde

Articulação Mundial por Justiça Social e Ambiental

 
Entre 13 e 22 de junho, no Rio de janeiro, se realizará a Conferência das Nações Unidas Sobre o Desenvolvimento Sustentável. Batizada de Rio+20, refere-se ao encontro de 1992, quando os governantes de mais de 160 países firmaram acordos que resultaram na agenda 21, na Carta da Terra e nas convenções do Clima e da Biodiversidade.
Dois eixos estruturarão a Rio+20: a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza e a estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável, discutidos por chefes de Estado e de governos. Para o movimento socioambiental do Brasil e do mundo, o grande evento será a Cúpula dos Povos por justiça social e ambiental, contra a mercantilização da vida em defesa dos bens comuns, entre os dias 15 e 23.
O líder da bancada do PT da Assembleia, deputado Daniel Bordignon, militante ambiental desde sua juventude e coordenador da Frente Parlamentar em defesa do Meio Ambiente, deseja articular representações do governo, parlamento e dos movimentos sociais do Rio Grande do Sul e ambientalistas do partido para defender uma visão de mundo sustentável na Rio+20. “Economia verde é um conceito que não nos interessa. Escamoteia a contradição entre o capitalismo e a preservação da natureza. Para assegurar uma sociedade sustentável é necessário incorporar conceitos caros ao PT, como a redução da pobreza, o crescimento com distribuição de renda, o desenvolvimento não predador, a água como bem público e inalienável e o emprego de fontes renováveis”, acentua.
Isso tem implicações orientadoras do planejamento urbano, dos espaços de convivência dos cidadãos da redução do desmatamento, inclusive urbano, do controle das emissões de gases, da destinação e reaproveitamento dos resíduos sólidos e líquidos. “Os governos dos países, dos estados e, principalmente, das cidades, precisam ser avaliados não somente pela eficácia administrativa, mas por sua capacidade de proporcionar proteção e bem estar aos cidadãos, de reduzir as desigualdades e assegurar justiça social, preservar e melhorar o ambiente que nos ampara” diz Bordignon.
Indicadores como o Produto Interno Bruto (PIB) revelam crescimento material, mas não sua qualidade, nem a capacidade de produzir bem estar. “Um país pode ter alto PIB, mas enorme concentração de renda”, observa ele. “Pode ser grande produtor e exportador de carne, mas à custa de desmatamento e queimadas, gerando fome no entorno. Pode enterrar o lixo, ao invés de gerar e distribuir renda e desenvolver a economia solidária. Os números podem ser ótimos, mas péssima a qualidade de vida e a qualidade ambiental. Esse modelo não nos serve”, diz o deputado, para quem a tarefa dos petistas é trabalhar por um modelo sustentável e inclusivo, que não explore nem o trabalho, nem esgote a natureza.
Bordignon afirma que a Rio+20 necessita firmar metas claras e criar instrumentos impositivos para sua execução.
Um instrumento para isso é o fortalecimento da Comissão de Desenvolvimento Sustentável das nações Unidas, no monitoramento da execução da Agenda 21, adotando punições econômicas aos países e grupos que as descumprirem. “É necessário que a humanidade disponha de meios para garantir que os governos adotem objetivos que promovam a qualidade de vida para todos e melhorem permanentemente o mundo”. 

Fonte: Sire Dep Daniel Bordignon

Bordignon é contra queimadas no Rio Grande do Sul

A Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia Legislativa aprovou na manhã desta terça-feira (18), mudanças na lei número 9.519/92, que institui o Código Florestal do Estado do RS. Porém, o líder da bancada do PT, Daniel Bordignon, e coordenador da Frente Parlamentar em Defesa do Meio Ambiente, votou contra as mudanças propostas. Pelas novas regras, fica permitido as queimadas controladas em áreas de plantio e de pastagem do Estado.

“Infelizmente, a consciência ambientalista que se pretende neste início de século não está amadurecida em alguns parlamentares. Existe uma campanha contra as queimadas desde 1993, que têm o apoio do Ministério Público, da Brigada Militar e de entidades sócio-ambientais. E hoje os deputados aprovam esta modificação na lei. Vamos lutar para não ser aprovado em forma definitiva”, explica Bordignon.

Queimadas no RS
No Rio Grande do Sul, nos meses de julho, agosto e setembro, principalmente, pratica-se a queima de campo como técnica de manejo de pastagens. Desde 1993 existe uma a Campanha Contra as Queimadas, com o apoio da Brigada Militar, do Ministério Público e das entidades filiadas à Assembléia Permanente das Entidades de Defesa do Meio Ambiente do RS (APEDEMA).

“É uma prática comum entre agricultores e pecuaristas, e é um grave problema ambiental no Estado. A falta de esclarecimento vêm permitindo que tal prática seja utilizada de forma indiscriminada, trazendo prejuízos não apenas ambientais mas também de produtividade”, alerta o líder petista.

Segundo alerta de ambientalistas e do Ministério público, dentre os malefícios causados pela utilização das queimadas em relação ao solo pode-se citar: a destruição da camada fértil e dos microorganismos que ajudam a recompor sua fertilidade; a erosão, a compactação com conseqüente perda de capacidade de absorção da água; e por fim a desertificação, hoje comum em alguns pontos do nosso Estado.

Quanto à fauna nativa, o fogo destrói os habitats dos animais, e tem sido apontada como a maior responsável pelo desaparecimento de grande número de espécies e colocação de outro grande número em vias de extinção. O mesmo pode-se dizer em relação à flora nativa, exposta aos incêndios ocasionados por queimadas descontroladas. Além disso, a ciência aponta as queimadas como grande gerador de gases de efeito estufa.

Parágrafos da lei contestadas por Bordignon –

§ 1.º Em caso de controle e eliminação de pragas e doenças, como forma de tratamento fitossanitário, o uso de fogo, desde que não seja de forma contínua, dependerá de licença do órgão florestal competente, que deverá difundir critérios e normas de queima controlada, assim como campanha de
esclarecimento de combate a incêndios.

§ 2.° Será permitido uso de fogo como prática de manejo controlado em pastagens, nativas e exóticas, em áreas não mecanizáveis, desde que não seja de forma contínua, para limpeza, remoção de touceiras de palhadas e como quebra de dormência de sementes, mediante permissão de órgão do poder público municipal, até que seja viabilizada tecnologia alternativa que venha a substituir esta prática.

Fonte: Site Dep Daniel Bordignon

Bordignon participa de reunião da setorial ambientalista do PT

O líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa, e coordenador da Frente Parlamentar em Defesa do Meio Ambiente, deputado Daniel Bordignon, participou da reunião da Setorial Ambientalista do PT, no final da tarde desta quinta-feira (11), na AL. No local representantes partidários militantes das causas sócio-ambientais fizeram um balanço da atuação do partido em prol das causas ligadas a ecologia e trataram da agenda do partido para o setor. “Temos muito para avançar no PT, resgatar esta imagem eco-socialista do partido, reforçar esta marca que sempre foi muito importante para nós. Existe um potencial muito grande a ser explorado, pois é uma causa ligada ao futuro e a juventude”, disse Bordignon.

A atuação de Bordignon, que foi sócio fundador da Associação de Preservação da Natureza do Vale do Gravataí (APNVG), em 1979, uma das ONG´s ambientais mais antigas do país, foi destacada pelo secretário de meio ambiente de São Leopoldo, Darci Zanini. O secretário capilé lembrou de projetos iniciados de forma pioneira pelo governo Bordignon a frente da prefeitura de Gravataí. “Tivemos uma experiência muito importante no gover no do Daniel no distrito de Santa Tecla, algo que precisa ser retomado. Além de nossas lutas históricas, a favor da água pública, de cobranças para que protocolos sejam cumpridos, esta experiência em Gravataí pode servir de exemplo como uma ação prática em prol do meio ambiente”, destacou Zanini. 

Fonte: Site Dep Daniel Bordignon

Uruguaiana privatizou a água e já paga mais caro por isto

As primeiras cobranças da nova empresa que administra a água em Uruguaiana começam a chegar na casa dos cidadãos, causando certa surpresa. A prefeitura deste município rompeu seu contrato com a Corsan e entregou os serviços de água e saneamento de Uruguaiana para a inciativa privada, mais precisamente para a empresa Foz do Iguaçu, do grupo Odrebech.

Quando os primeiros indícios de privatização começaram a tomar forma naquele município, o líder da bancada do PT, deputado Daniel Bordignon, alertou sobre a possibilidade do aumento. “Nossa bancada, a Corsan, sindicatos, todos vinham alertando que isto iria acontecer. Ao privatizar estamos entregando um bem social para uma empresa, que visa o lucro, explorar. Era algo óbvio que iria acontecer”, denuncia Bordignon.

O principal argumento utilizado pelo prefeito de Uruguaiana, Sanchotene Felice (PSDB), para defender o rompimento do contrato com a Corsan foi que a privatização iria baratear a tarifa d’água em cerca de 14%. Só que ao contrário da promessa do prefeito, para cerca de 70% dos usuários, o valor apareceu muito maior em suas contas. Muitos consumidores tiveram reajustes que chegaram até 300% dos valores cobrados pela Corsan, para os valores da empresa Foz do Brasil (Odebrecht). “A água é um bem universal, e não pode ser utilizada para obtenção de em detrimento dos interesses da população. Foi, inclusive, uma surpresa a empresa já utilizar estas novas tarifas, pensávamos que demoraria mais para ela reajustar os valores desta maneira”, completa o líder petista.

O fato foi divulgado com destaque nos jornais da fronteira, tal como o Diário da Fronteira, e Tribuna de Uruguaiana, e pelo A Notícia, além de ser comentado em sites e blogs. 

Fonte: Site Dep Daniel Bordignon

quarta-feira, 11 de julho de 2012

32 anos de luta ambiental no Vale do Gravataí em exposição na Assembleia

Na foto, a presidente da APNVG, Tânia Peixoto, Bordignon e o conselheiro da entidade, Marcelo Domingues

A história de mais de três décadas de luta em prol do meio ambiente da Associação de Preservação da Natureza do Vale do Gravataí (APNVG), foi tema de uma exposição na Assembleia Legislativa de 25 a 28 de julho. A iniciativa de receber este evento nas galerias da parlamento gaúcho foi uma proposição do deputado estadual Daniel Bordignon, que é o coordenador da Frente Parlmentar em Defesa do Meio Ambiente.

Nos 32 banners da galeria, o público pode conhecer a história da entidade, seus projetos para o futuro e suas principais bandeiras, imagens da fauna e da flora do Vale do Gravataí e um mapeamento dos recursos hídricos da região, com destaque para o rio Gravataí.

Na inauguração da galeria, a presidente da APNVG, Tânia Peixoto, destacou a importância da Assembleia Legislativa receber este evento. “O parlamento precisa conhecer a história da APNVG e o ativismo ambiental mais de perto, para se sensibilizar com esta pauta cada vez mais colocada na agenda política atual”. T

Bordignon retribui a fala da presidenta da entidade e frisou que “o parlamento gaúcho e o Rio Grande do Sul é que devem agradecer a APNVG por sua luta na defesa do meio ambiente”.

“Trata-se de uma entidade que conta com o trabalho voluntário de seus militantes. Nós somos o resultado do que fazemos com o nosso planeta, somos a natureza e se não cuidarmos da natureza, não estaremos cuidando de nós”, disse Bordignon. O líder petista ainda lembrou que nunca um governo fez tanto pelo saneamento e tratamento de esgoto como o governo federal nos últimos oito anos. “Boa parte das ações do Programa de Aceleração do Crescimento são voltados para obras de tratamento de esgoto, demandas que já deveriam ter sido feitas a mais de cem anos em nosso país e que agora se concretizam”, finalizou.


APNVG: 32 anos de luta

Fundada em 1979 por um grupo de pessoas que, desde aquela época, já se preocupavam com os efeitos da exploração humana em relação ao ambiente natural, em especial do Rio Gravataí, a APNVG é uma das ONGs ambientais mais antigas do país.

Coordenador da Frente Parlamentar em Defesa do Meio Ambiente, o deputado Daniel Bordignon (PT) ajudou a fundar a APNVG e consta na ata de fundação como o sócio de número 11. “Era uma época em que defender o meio ambiente não era moda e este grupo de pessoas do Vale do Gravataí teve uma visão protagonista para criar esta entidade”, exaltou Bordignon.

Várias ações da ONG ganharam destaque no Vale do Gravataí. Entre as mais importantes podem ser descritas a criação da Área de Proteção Ambiental (APA) do Banhado Grande, a luta contra a drenagem do Gravataí pelos arrozeiros, que hoje tem regramento específico, e a reversão de uma ação do governo estadual anterior que permitiria a exploração de carvão dentro da APA. “O resíduo do carvão é muito tóxico, e estava tudo encaminhado para que essa loucura fosse permitida. Sem dúvida seria o fim de toda a bacia hidrográfica”, ressalta o conselheiro da associação, Tadeu Peixoto. 

Fonte: Site Dep Daniel Bordignon

Bordignon protocola projeto do Código Estadual do Meio Ambiente

O líder da bancada do Partido dos Trabalhadores na Assembleia Legislativa e coordenador da Frente Parlamentar em Defesa do Meio Ambiente, deputado Daniel Bordignon, protocolou o projeto de lei que dispõe sobre o Código Estadual do Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul. O documento foi elaborado após uma década de diálogo com a sociedade civil e instituições. A proposição prevê que todos têm direito ao meio ambiente, um bem de uso comum. Da mesma forma, afirma que os cidadãos têm o dever de defendê-lo, preservá-lo e conservá-lo, garantindo a proteção dos ecossistemas e o uso racional dos recursos ambientais.

Argumentando a necessidade de uma atualização ao texto do atual Código, a proposição reconhece que a legislação ambiental gaúcha é um marco fundamental, que sempre esteve à frente das demais legislações e serviu de paradigma para outros estados. “Precisamos estar atualizados com as novas demandas. Temas como aquecimento global, mudanças climáticas, desmatamentos, destinação de resíduos, desenvolvimento sustentável, matriz energética, créditos de carbono já fazem parte da agenda dos governantes e dos dirigentes políticos de todas as nações”, salienta Bordignon.

Dentre as propostas do PL, estão o direito do cidadão de acessar bancos públicos de informação sobre a qualidade e disponibilidade das unidades e recursos ambientais; opinar, na forma da lei, em caso de projetos e atividades potencialmente prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. Além disso, transforma em dever do cidadão informar ao Poder Público sobre atividades poluidoras ou degradadoras, dispondo de sigilo de sua identidade, quando assim o desejar.

“Este é um momento em que o mundo reflete sobre o meio ambiente e há demandas não contempladas no Código estadual. O PT está propondo que se atualize a legislação. Mais do que um documento fechado, o projeto de lei propicia a discussão do tema com ambientalistas, pequenos produtores, empresários, estudantes, cientistas e toda a sociedade gaúcha”, enfatiza Bordignon.


Contra o relatório de Rebelo

O líder petista também alertou sobre a necessidade de um amplo debate da sociedade sobre o substitutivo do Código Florestal nacional, apresentado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Para Bordignon, as mudanças propostas por Aldo, se aprovadas, significariam um retrocesso para o meio ambiente. “Há uma visão equivocada nas discussões sobre meio ambiente, que é subordinar a preservação de nossos recursos naturais a uma visão reducionista de produtividade”, afirma o líder petista.

Fonte: Site Dep Daniel Bordignon

Em defesa da Corsan e da água pública

Há uma ofensiva de grupos econômicos para privatizar e explorar os recursos hídricos no Estado. Funciona assim: grandes empresas assediam prefeitos, vereadores, deputados com uma equação que não fecha. Prometem em um só tempo ampliar investimentos em saneamento, indenizar a Corsan e reduzir a tarifa. Tentam vender uma ilusão com o objetivo de se apropriar de um serviço essencial à vida.

O deputado Daniel Bordignon, líder da bancada do PT, falou sobre os 45 anos da Corsan no Grande Expediente da Assembleia Legislativa em fevereiro. Na presença do diretor-presidente da Companhia, o engenheiro Arnaldo Luiz Dutra, Bordignon destacou a importância da companhia e os serviços prestados à população gaúcha ao longo de quatro décadas e meia. “Se estamos chegando a um estágio de quase universalização do abastecimento de água no Rio Grande do Sul, a Corsan é a grande responsável por isso”, pontuou.

O líder petista lembrou que a estatal gaúcha, assim como outras companhias estaduais, esteve na mira das privatizações promovidas pelo governo Fernando Henrique. “Na esteira das privatizações do setor elétrico e da telefonia, o governo FHC tentou também privatizar o saneamento. Em 1988, os recursos do FGTS podiam ser liberados apenas para operadores da iniciativa privada, num claro indicativo da política de desmantelamento do setor público em curso naquela época”, frisou.

O governo Lula, conforme a retrospectiva apresentada por Bordignon, além de estabelecer um novo marco regulatório para o saneamento, destinou R$ 40 bilhões (PAC I) para investimentos no setor e reservou outros R$ 45 bilhões para o período de 2011 a 2015 (PAC II). “São, em média, R$ 10 bilhões por ano. Só na Corsan já foram aplicados R$ 500 milhões do PAC”, contabilizou.

Com o novo marco regulatório, além de fornecer água tratada à população, as companhias de saneamento devem também se ocupar do esgotamento sanitário, drenagem urbana pluvial e destinação dos resíduos sólidos. “Nosso principal desafio é enfrentar o déficit na área do esgotamento sanitário”, apontou o deputado.

Canto da sereia

Bordignon afirmou que, diante do baixo percentual de tratamento de esgoto no Rio Grande do Sul, algumas cidades cogitam municipalizar os serviços ou repassá-los à iniciativa privada. Para ele, não se trata de uma boa alternativa. “Privatizados, os serviços de saneamento passam a ser regidos não pela necessidade dos cidadãos, mas pelo poder de compra dos clientes”, argumentou.

Ele alertou que, sem o subsídio cruzado – que permite que a receita da cobrança de tarifa em municípios superavitários seja aplicada em localidades deficitárias -, pequenos municípios não teriam água tratada. “É a existência de uma empresa pública que assegura que Chuvisca receba a mesma água que Canoas e pague a mesma tarifa, embora o custo per capita para isso seja muito maior na pequena localidade”, frisou.

O líder da bancada disse, ainda, que um dos desafios do governo Tarso é retomar a tarifa social, que já chegou a beneficiar mais de um milhão de famílias com renda inferior a três salários mínimos. Nos dois últimos governos, o número de beneficiários caiu para 200 mil famílias, e o acesso ao programa passou a ser dificultado pela burocracia.

Leia o discurso na íntegra:

Corsan – patrimônio dos gaúchos
A tragédia dos excluídos é enfrentar sozinhos a luta pela sobrevivência. Não é por outro motivo que a principal meta da presidenta Dilma é a erradicação da pobreza absoluta através do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC. Os presidentes Lula e Dilma priorizaram os projetos habitacionais e de saneamento às famílias de baixa renda, o que qualifica o saneamento como estratégia pública prioritária em defesa e promoção da vida.

Desde a Antiguidade, os governos compreenderam a necessidade de coletar, tratar e distribuir água potável a seus cidadãos, não apenas para proporcionar-lhes bem estar como, mais que isso, diminuir as doenças de veiculação hídrica. Os grandes aquedutos de Roma, somente possíveis de ser construídos pelo Estado, atestam a importância dada desde cedo pelos governantes a este assunto.

Aqui no Rio Grande, na década de 60, o governador Leonel Brizola criou o Departamento de Águas, dentro da Secretaria Estadual de Obras, para destacar a importância devida a essa atividade pública.
Na época, menos de metade das áreas urbanas no país dispunha do fornecimento de água tratada. E havia muito pouco investimento em esgotamento sanitário.
A Corsan foi criada em 21 de dezembro de 1965, pelo governador Ildo Meneghetti, e iniciou suas operações em 28 de março de 1966.

Seu modelo foi replicado pelos militares para todo o país, sob o Plano Nacional de Saneamento - Planasa. Os governos militares criaram as companhias estaduais de saneamento, como arranjo regional para o abastecimento de água tratada.

Mas a tradição autoritária do regime replicava-se também na política de saneamento: o Planasa impunha aos municípios a concessão dos serviços à companhia estadual, com renovações automáticas, decidia por conta própria que obras seriam feitas ali e destinava toda a política ao abastecimento de água.
Outro grave problema: o Planasa não investia em esgotamento sanitário.
Esse modelo autoritário de gestão pública e essa ausência da política de tratamento de esgotos maculou as relações entre a Corsan e os municípios até há poucos anos.

Com a extinção do Planasa e do Banco Nacional de Habitação (BNH), na década de 80, abriu-se um vazio institucional e as companhias estaduais de saneamento ficaram entregues à própria sorte, sem acesso a recursos federais.
O governo Fernando Henrique Cardoso tentou privatizar o sistema. Em 1988, os recursos do FGTS podiam ser liberados somente para operadores da iniciativa privada. E na esteira das privatizações do setor elétrico e a telefonia por FHC, o projeto de lei 4147 tentou também privatizar o saneamento. Um amplo movimento nacional conseguiu barrar essa ideia. E, com a vitória de Lula, no seu primeiro ano de mandato, em 2003, foi definitivamente arquivado o projeto de privatização.

Com o governo Lula inicia-se, de fato, a discussão sobre o marco regulatório para o setor do saneamento e essa política– até então pulverizada em várias áreas – foi concentrada no Ministério das Cidades e ali criada a Secretaria Nacional do Saneamento. Assim, recomeçam os financiamentos às empresas públicas.

Nascida de intensas discussões nacionais, em janeiro de 2007 o governo edita a Lei 11.445, que define as diretrizes para o saneamento. Destina orçamento específico, introduz o planejamento compartilhado entre as companhias de saneamento e os municípios, o controle social e a regulação.
E em seguida é lançado o PAC 1, que prevê R$ 40 bilhões para o saneamento. Já o PAC 2 investirá mais R$ 45 bilhões, entre 2011 e 2015. Nessa média, teremos R$ 10 bilhões anuais sendo investidos na ampliação do serviço de saneamento no país.

Só na Corsan já foram aplicados mais de R$ 500 milhões através do PAC.
Os desafios para a democratização do acesso de todos os cidadãos a esse bem público são imensos. O conceito de saneamento passou a compreender o abastecimento de água tratada, o esgotamento sanitário, a drenagem urbana/pluvial e a destinação dos resíduos sólidos.
Em que pese a quase universalização do abastecimento de água tratada, os demais serviços estão longe disso:
Hoje calcula-se que serão necessários investimentos públicos de R$ 400 bilhões para universalizar o tratamento de esgotos no país, em 20 anos.
80% dos municípios brasileiros não dispõem de sistema adequado de destinação dos resíduos sólidos e convivem com lixões a céu aberto.
Há dois anos, cerca de 2 mil municípios tiveram problemas de alagamentos, por deficiência de drenagem urbana.

Hoje a Corsan atende a 7 milhões de pessoas, em 322 municípios.
95% dos municípios gaúchos são contemplados com o abastecimento de água e 20% com tratamento de esgoto.

A Corsan é a grande responsável por isso!
Chegou-se ao estágio em que o abastecimento de água está quase universalizado. Entretanto, o esgotamento sanitário está muito atrasado e este é o próximo desafio.

A lei 11.445, que estabeleceu o marco regulatório do saneamento, introduziu avanços importantes na relação entre os entes federados. Estabelece claramente quem faz o que:
As prefeituras fazem seu plano de saneamento;
a Corsan (e as demais companhias públicas estaduais) o executam;
introduz a necessidade de controle social sobre a qualidade dos serviços.
A isso se adequou a Corsan.

Sob nosso governo Tarso Genro e a presidência de Arnaldo Dutra, seus novos desafios são democratizar a gestão e as relações com as prefeituras, aumentar a eficácia nas atividades, instituir, de fato, o controle social transparente e através, do Conselho de Usuários, retomar a tarifa social para os cidadãos mais pobres.

Agora, a Corsan planeja com os municípios. Adequou-se ao diálogo, às parcerias, à gestão associada com as prefeituras.
Um outro debate, entretanto, permanece. Esse deve ser um serviço a ser executado por empresa pública ou privada? Diante da realidade do déficit do serviço de esgotamento sanitário da Corsan (pelas razões anteriormente citadas), alguns municípios cogitam municipalizar os serviços, na esperança de resolverem seus problemas. Empresas privadas estão buscando convencer as prefeituras a abandonar os contratos com a Corsan e licitá-los, com a promessa de reduzir o déficit em poucos anos.

Entretanto, mesmo Porto Alegre, que cobra tarifa de esgoto e a reinveste plenamente, não passava de 27% de área atendida. Se dependesse da hipotética reinversão de parte dos lucros de uma empresa privada, sequer a esse índice chegaria. Mas, seguindo a lógica pública, agora deverá saltar para 77% com o aporte das verbas do PAC, através do Projeto Integrado Socioambiental (Pisa).
Os municípios hoje dispõem de três alternativas para a prestação dos serviços de saneamento a seus cidadãos:
1) criam seu sistema próprio, público, autônomo – como Porto Alegre, Pelotas;
2) firmam um termo de cooperação e delegam à Corsan a execução dos serviços;
3) licitam e entregam à iniciativa privada essa responsabilidade;
4) formam consórcios públicos com outros municípios, com o estado, com a União.

Durante algum tempo, a capital francesa foi apresentada pelo Banco Mundial como exemplo de privatização dessa área. Pois Paris voltou atrás e reestatizou o serviço de água.

Manaus também havia privatizado. Não acabou com o problema e ainda ficou com um rombo milionário para pagar.

Os investimentos necessários nesta área são tão elevados, que a lógica privatista não os alcança. E a opção poderá ser a do atendimento somente às áreas de lucratividade assegurada.

Caro presidente da Corsan, companheiro Arnaldo Dutra, permita-me citá-lo para qualificar a importância estratégica do saneamento em uma sociedade de grandes desigualdades sociais e geográficas. O senhor fez esta fala na 40ª Assembleia da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento, realizada em 14 junho de 2010, em Uberaba, Minas Gerais. Na oportunidade, o senhor era o diretor geral da Comusa, companhia que trata dos serviços de água e esgoto em Novo Hamburgo. O presidente Lula estava presente neste encontro e chegou inclusive a elogiar a sua fala. Permita-me, utilizá-la neste momento:
“Independentemente de a Dona Maria ter dinheiro para pagar a conta de água no final do mês, é um direito seu, como cidadã, receber água potável de qualidade e contar com os serviços públicos de coleta de esgoto, de recolhimento do lixo. Esse é o direito mais básico à cidade. E falo da Dona Maria porque está comprovado que as mulheres e suas crianças são as mais penalizadas quando não há esse serviço”.

Nesse debate sobre o caráter da prestação dos serviços de saneamento há que se levar em conta que se trata de um direito e de um assunto com forte repercussão na saúde pública. Água tratada, esgoto tratado, lixo recolhido e corretamente destinado reduzem quase que imediatamente a mortalidade infantil e uma enorme gama de doenças. Estima-se que cada R$ 1 investido em tratamento de água poupa R$ 5 em saúde.

Mas quando privatizado, esse bem passa a ser mediado pelo interesse comercial, pela racionalidade do lucro que pode gerar à empresa particular. Portanto, privatizados, os serviços de saneamento passam a ser regidos não pela necessidade dos cidadãos, mas pelo poder de compra de clientes.
Os direitos cidadãos não podem ser relativizados pelos interesses do lucro.
Independente de ter ou não dinheiro para pagar o serviço, todos os cidadãos têm direito a esse bem. Trata-se de um serviço de interesse público, portanto, sobre o qual não pode incidir nenhum interesse comercial, lucrativo, seletivo, excludente. É dever de Estado.

Ao contrário, o saneamento é prestado pela Corsan sob o princípio do subsídio cruzado – condomínio social, tarifa social.

A tarifa social foi criada pelo governo Alceu Collares e aplicada em escala pelo governo Olívio Dutra. Mais de 1 milhão de famílias com renda inferior a três salários mínimos e consumo de até dez metros cúbicos de água receberam subsídio do Estado. Nos governos seguintes, esse número foi reduzido a 200 mil famílias e o acesso extremamente burocratizado e dificultado.
Os municípios pequenos não teriam água se não fosse através do serviço prestado pelo Estado, que assegura que os pequenos municípios de Engenho Velho, Coqueiro Baixo, União da Serra, André da Rocha, recebam a água de qualidade, independente do custo para sua produção. É a existência de uma empresa pública que assegura que Chuvisca receba a mesma água que Canoas e pague a mesma tarifa (embora o custo per capita para isso seja muito maior na pequena cidade).

Entregues à privatização do serviço, os pequenos municípios que, dado o pequeno número de habitantes, significam déficit para a empresa correm o grave risco de não receber água potável nem ter seu esgoto tratado.
A realidade, que reproduz o quadro das desigualdades sociais e regionais, é que os municípios com maior déficit de saneamento são aqueles mais pobres e com menor capacidade de endividamento.

Quantas e quais empresas comerciais estarão interessadas em participar de licitações para construir e manter o sistema em Herval, Arroio Grande, Piratini? A Corsan, sim.

Ora, a Corsan é uma empresa pública com 45 anos de experiência, presente em todas as regiões do Rio Grande, dotada de um quadro técnico qualificado. Adaptada ao marco regulatório do saneamento, requalificou suas relações com os municípios.

No governo Tarso Genro, a Corsan apresta-se para um novo salto: tem plano de investimento de R$ 2 bilhões até 2015, com o apoio do PAC, do governo federal. Com isso, dobrará o índice de tratamento de esgoto no estado, Daquele montante, R$ 1 bilhão e 800 milhões já foram contratados.
Enfim, senhor presidente, senhoras deputadas, senhores deputados, homenageados, esta é uma empresa efetivamente a serviço dos cidadãos, principalmente dos desfavorecidos, daqueles que mais necessitam dos bens e das obras públicas. Os 5 mil funcionários da Corsan podem orgulhar-se ao percorrer as ruas e as estradas do Rio Grande. O seu trabalho gera mais saúde, mais qualidade de vida, mais cidadania, inclusão, justiça social.
O povo desse estado tem muito a agradecer a vocês e aos milhares de trabalhadores públicos que ocuparam esses postos antes de vocês, ao longo dos últimos 45 anos.

A água de nossos rios, lagos e fontes pertence à humanidade e isto é inegociável! A Corsan é patrimônio dos gaúchos!
Parabéns, Corsan! E que venham os novos desafios por mais e melhor trabalho.

Muito obrigado. 

Fonte: Site Dep Daniel Bordignon

Ambientalistas estão com Bordignon

Um grupo de ambientalistas da Região Metropolitana fez um manifesto ecológico, em apoio às candidaturas de Daniel Bordignon para deputado estadual e Ronaldo Zulke para federal. São nomes reconhecidos na comunidade, e que tem forte trabalho neste setor. Abaixo, o manifesto:

"Apoiar as candidaturas de Daniel Bordignon a deputado estadual e Ronaldo Zulke a deputado federal significa reconhecer a atuação dos parlamentares na questão ambiental. É a renovação do compromisso ecológico dos mandatos com a luta dos ambientalistas, quanto a uma política de ações em especial na defesa dos ecossistemas das Bacias Hidrográficas do Rio Gravataí e do Rio dos Sinos. Representa também apoiar o encaminhamento das demandas do movimento e suas bases políticas, técnicas e científicas. Bem como implementar, enquanto cidadãos, um projeto visando resultados práticos no intuito de trabalharmos efetivamente na manutenção das condições de vida do planeta."

Assinam:
Augusto Cunha Carneiro - Ambientalista
Paulo Roberto Müller - Engenheiro/Ambientalista
Marcelo Domingues – Ambientalista
Gilda Goulart – Bióloga/Ambientalista
Sandra Cardoso – Bióloga/Ambientalista
Paulo Roberto Müller – Engenheiro/Ambientalista
Roberto Machado Gomes – Ambientalista
Lia Ciarelli – Ambientalista
Sérgio Cardoso – Geólogo/Ambientalista
Norine Paloski – Bióloga/Ambientalista
Tânia Peixoto – Educadora/Ambientalista
Cláudio Wurlitzer- Jornalista/Ambientalista

Fonte: Dep Daniel Bordignon

Bordignon coordena Frente Parlamentar em Defesa do Meio Ambiente

“Os 21 itens destacados no manifesto da Frente Parlamentar em Defesa do Meio Ambiente estão em consonância com as principais pautas sócio-ambientais mundiais. Por meio deles, buscamos interagir com os interesses da sociedade, com base na continuidade de suas ações e na sobrevivência de todas as espécies vivas encontradas em nosso planeta”. Dessa forma o deputado Daniel Bordigno, explica os objetivos da Frente, movimento proposto por ele, em fevereiro de 2007, e instalado no Parque Eólico de Osório pelo presidente da Assembléia Legislativa, deputado Frederico Antunes (PP). O local escolhido para o lançamento da frente simboliza um dos projetos de energia eólica mais avançados da América Latina.

Entre os objetivos da frente estão a luta em defesa dos princípios da Carta da Terra, pela correta implementação da Agenda 21 e da Convenção sobre Mudanças Climáticas e do Protocolo de Kyoto, bem como dos compromissos nele estabelecidos. O órgão técnico também pretende defender a implementação da Convenção sobre Diversidade Biológica e dos demais acordos internacionais já firmados relativos à temática ambiental, além de apoiar os municípios gaúchos para que tenham seu sistema municipal de meio ambiente e de saneamento básico. Outra tarefa será atuar como catalisador de demandas da sociedade em relação às questões ambientais. Além disso, a garantia de que os recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) sobre a comercialização e importação de combustíveis sejam aplicados também pautará a frente parlamentar.

Fonte: Site Blog Dep Daniel Bordignon

Daniel Bordignon assume com a tarefa de liderar a bancada do PT

Em audiência solicitada pelo deputado Daniel Bordignon (PT), realizada nesta quarta-feira (19), a Comissão de Saúde e Meio Ambiente discutiu o Plano Estadual de Saneamento. Para o petista, que coordenou os debates desta manhã, os aportes federais criarão um ótimo ambiente econômico e maior capacidade de atrair investimentos. "A medida em que a infra-estrutura do País melhora, há mais atratividade para investimentos produtivos. Nosso estado precisa estar preparado para recebê-los", disse, lembrando que nos últimos quatro anos foram investidos apenas R$ 270 milhões nesta área.

O secretário-adjunto Estadual de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano, Luiz Zaffalon afirmou que o Estado apresenta déficit de R$ 15 bilhões em investimentos em saneamento. Ele acredita que, com os R$ 1,6 bilhão de recursos federais que serão aplicados neste setor, o problema será enfrentado. O secretário falou também sobre alguns projetos incentivados pela secretaria, como os consórcios municipais para tratamento de efluentes, empreendimentos para aterros sanitários, entre outros.

De acordo com o diretor-presidente da Corsan, Mário Freitas, os recursos investidos na área de saneamento atendem aos critérios do governo federal, sendo que R$ 215 milhões serão federais e R$ 38 milhões, contrapartida do governo estadual, através da Corsan.

Também participaram da audiência os deputados Fabiano Pereira (PT), Gilberto Capoani (PMDB), Raul Carion (PcdoB), o vice-presidente da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (ASSEMAE), Darci Zanini, e o tenente coronel Ladimir Silva, representante do Comando Ambiental da Brigada Militar.

Fonte: Site PT Sul

Políticas para saneamento são discutidas em audiência

Em audiência solicitada pelo deputado Daniel Bordignon (PT), realizada nesta quarta-feira (19), a Comissão de Saúde e Meio Ambiente discutiu o Plano Estadual de Saneamento. Para o petista, que coordenou os debates desta manhã, os aportes federais criarão um ótimo ambiente econômico e maior capacidade de atrair investimentos. "A medida em que a infra-estrutura do País melhora, há mais atratividade para investimentos produtivos. Nosso estado precisa estar preparado para recebê-los", disse, lembrando que nos últimos quatro anos foram investidos apenas R$ 270 milhões nesta área.

O secretário-adjunto Estadual de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano, Luiz Zaffalon afirmou que o Estado apresenta déficit de R$ 15 bilhões em investimentos em saneamento. Ele acredita que, com os R$ 1,6 bilhão de recursos federais que serão aplicados neste setor, o problema será enfrentado. O secretário falou também sobre alguns projetos incentivados pela secretaria, como os consórcios municipais para tratamento de efluentes, empreendimentos para aterros sanitários, entre outros.

De acordo com o diretor-presidente da Corsan, Mário Freitas, os recursos investidos na área de saneamento atendem aos critérios do governo federal, sendo que R$ 215 milhões serão federais e R$ 38 milhões, contrapartida do governo estadual, através da Corsan.

Também participaram da audiência os deputados Fabiano Pereira (PT), Gilberto Capoani (PMDB), Raul Carion (PcdoB), o vice-presidente da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (ASSEMAE), Darci Zanini, e o tenente coronel Ladimir Silva, representante do Comando Ambiental da Brigada Militar.

Fonte: Site PT Sul

Daniel Bordignon assume com a tarefa de liderar a bancada do PT

Foto:
Reeleito para seu segundo mandato no Parlamento gaúcho, Daniel Bordignon, 51 anos, retorna com a marca do gestor público que por duas vezes consecutivas chefiou o Executivo de Gravataí ao mesmo tempo que se formou como militante social e ecologista. Fundador do Partido dos Trabalhadores e da Associação de Preservação da Natureza do Vale do Gravataí (APN-VG), Bordignon tem uma trajetória de sindicalista com forte atuação no magistério e formação nas comunidades eclesiais de base, nos anos 70. Será o líder da Bancada do PT entre 2011 e 2012.

Natural de Nova Prata, viveu no município serrano até a família mudar-se para o Vale do Gravataí, onde buscou unir o trabalho rural ao trabalho urbano do pai, operário da construção civil. Aos 23 anos, em 1982, candidatou-se pela primeira vez a prefeito da cidade que viria a governar anos mais tarde. Professor de ensino fundamental, é casado, pai de duas filhas e uma neta.

Formado em História pela Faculdade Porto-Alegrense (Fapa), Bordignon ingressou no magistério estadual em 1982 e tornou-se dirigente do 22º Núcleo do Cpers, em Gravataí, em 1983. Antes, trabalhou como operário e participou do movimento sindical, especialmente no setor metalúrgico. Em 1988 foi eleito o segundo vereador mais votado no município e, no ano seguinte, assumiu a presidência da Câmara Municipal. Em 1992, voltou a candidatar-se ao cargo de prefeito de Gravataí. Em 1996, elegeu-se prefeito com 35.359 votos. Quatro anos depois reelegeu-se com quase o dobro de votos, 66.587.

Na Assembleia, Bordignon foi líder do governo Lula e líder do PT de 2007 a 2008. É autor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que fixou teto salarial para os três Poderes. Aliado às questões de infraestrutura, serviços e meio ambiente, o parlamentar tem se ocupado na Casa também com temas como o do transporte coletivo intermunicipal, trabalhando pela ampliação da oferta de transporte para a população, e o desenvolvimento econômico de sua região.

Estradas e meio ambiente

Para o próximo mandato, o parlamentar anuncia prioridade na defesa dos projetos do governo como um todo. Ele também destaca a conclusão RS 118 (que liga a região à BR 116 e a BR 290). “É uma obra fundamental para desenvolvimento região, há oito anos o projeto se estende sem uma solução”, entende.

Votação

Gravataí, município que governou por duas vezes e onde conquistou 35.302 votos, praticamente garantiu a reeleição de Bordignon em 2010, que alcançou um total de 46.828 votos. Cachoeirinha (5.167 votos) e Porto alegre (1.509 votos) completam o principal de seu reduto eleitoral. O deputado alcançou votações significativas também em Alvorada (772), Santo Antônio da Patrulha (564) e Glorinha (517).

Fonte: Site PT Sul


terça-feira, 10 de julho de 2012

Comissão Especial do Delta do Jacuí reúne-se nesta quinta-feira

Foto:
Nesta quinta-feira (1), a Comissão Especial do Delta do Jacuí, presidida pelo deputado Ronaldo Zülke (PT), realiza audiência pública para apresentação da situação sócio-geográfica do Delta do Jacuí pelo diretor do Departamento de Florestas e Áreas Protegidas da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, às 12h30, na sala Maurício Cardoso, 4º andar da Assembleia Legislativa.

Fonte: Site Prefeitura Municipal de São Leopoldo