O Plenário da Câmara dos
Deputados aprovou na quarta-feira (dia 25) o relatório do deputado Paulo
Piau (PMDB-MG) que estipula as regras do novo Código Florestal
brasileiro. O texto retirou vários pontos que haviam sido acordados no
Senado e gerou revolta dos deputados da chamada bancada ambientalista.
“Infelizmente o bom senso foi derrotado.
A maioria escolheu o pior texto e, na verdade, foi aprovado um Código
Agrícola, não um Código Florestal”, afirmou Marroni.
A bancada do Partido dos Trabalhadores
foi unânime ao votar contra o relatório de Piau. O partido defendia que
fosse votado o texto enviado pelo Senado, elaborado após um acordo entre
ambientalistas e ruralistas. Porém, relator apresentou diversas emendas
ao novo texto, que foi aprovado por 274 votos a 184.
A principal reclamação da bancada
ambientalista é em relação à anistia e à recuperação de áreas
degradadas. De acordo com o líder do PT na Câmara, Jilmar Tato, o
relatório aprovado representa um retrocesso. “A proposta anistia os
grandes, quem desmatou e, além disso, não prevê a recuperação da área
degradada. É um retrocesso daquilo que estamos fazendo todo o esforço
para construir, que é o crescimento sustentável, motivo de orgulho e que
tem sido elogiado por outros países”, ressaltou.
O texto segue agora para a sanção
presidencial. Parlamentares contrários à proposta já preparam uma grande
mobilização pelo veto da presidenta Dilma Rousseff. “Tenho confiança na
presidenta Dilma, que sempre se posicionou contrária à anistia. Dentro
de alguns meses o Brasil irá sediar a Rio + 20, e um veto presidencial a
essa proposta seria uma grande mostra do compromisso do governo
brasileiro com o desenvolvimento sustentável”, encerrou Marroni.Fonte: Site Dep Fernando Marroni
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