quinta-feira, 12 de julho de 2012

Articulação Mundial por Justiça Social e Ambiental

 
Entre 13 e 22 de junho, no Rio de janeiro, se realizará a Conferência das Nações Unidas Sobre o Desenvolvimento Sustentável. Batizada de Rio+20, refere-se ao encontro de 1992, quando os governantes de mais de 160 países firmaram acordos que resultaram na agenda 21, na Carta da Terra e nas convenções do Clima e da Biodiversidade.
Dois eixos estruturarão a Rio+20: a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza e a estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável, discutidos por chefes de Estado e de governos. Para o movimento socioambiental do Brasil e do mundo, o grande evento será a Cúpula dos Povos por justiça social e ambiental, contra a mercantilização da vida em defesa dos bens comuns, entre os dias 15 e 23.
O líder da bancada do PT da Assembleia, deputado Daniel Bordignon, militante ambiental desde sua juventude e coordenador da Frente Parlamentar em defesa do Meio Ambiente, deseja articular representações do governo, parlamento e dos movimentos sociais do Rio Grande do Sul e ambientalistas do partido para defender uma visão de mundo sustentável na Rio+20. “Economia verde é um conceito que não nos interessa. Escamoteia a contradição entre o capitalismo e a preservação da natureza. Para assegurar uma sociedade sustentável é necessário incorporar conceitos caros ao PT, como a redução da pobreza, o crescimento com distribuição de renda, o desenvolvimento não predador, a água como bem público e inalienável e o emprego de fontes renováveis”, acentua.
Isso tem implicações orientadoras do planejamento urbano, dos espaços de convivência dos cidadãos da redução do desmatamento, inclusive urbano, do controle das emissões de gases, da destinação e reaproveitamento dos resíduos sólidos e líquidos. “Os governos dos países, dos estados e, principalmente, das cidades, precisam ser avaliados não somente pela eficácia administrativa, mas por sua capacidade de proporcionar proteção e bem estar aos cidadãos, de reduzir as desigualdades e assegurar justiça social, preservar e melhorar o ambiente que nos ampara” diz Bordignon.
Indicadores como o Produto Interno Bruto (PIB) revelam crescimento material, mas não sua qualidade, nem a capacidade de produzir bem estar. “Um país pode ter alto PIB, mas enorme concentração de renda”, observa ele. “Pode ser grande produtor e exportador de carne, mas à custa de desmatamento e queimadas, gerando fome no entorno. Pode enterrar o lixo, ao invés de gerar e distribuir renda e desenvolver a economia solidária. Os números podem ser ótimos, mas péssima a qualidade de vida e a qualidade ambiental. Esse modelo não nos serve”, diz o deputado, para quem a tarefa dos petistas é trabalhar por um modelo sustentável e inclusivo, que não explore nem o trabalho, nem esgote a natureza.
Bordignon afirma que a Rio+20 necessita firmar metas claras e criar instrumentos impositivos para sua execução.
Um instrumento para isso é o fortalecimento da Comissão de Desenvolvimento Sustentável das nações Unidas, no monitoramento da execução da Agenda 21, adotando punições econômicas aos países e grupos que as descumprirem. “É necessário que a humanidade disponha de meios para garantir que os governos adotem objetivos que promovam a qualidade de vida para todos e melhorem permanentemente o mundo”. 

Fonte: Sire Dep Daniel Bordignon

Nenhum comentário:

Postar um comentário