quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Valdomiro Lima defende apoio a Lindenmeyer e abre racha no PDT

O ex-deputado federal Valdomiro Lima (PDT), mais recente ex-secretário municipal da Administração de Fábio Branco, está apoiando a candidatura de Alexandre Lindenmeyer (PT). A declaração pública deste apoio, junto com seu filho Jomar Lima, fez com que o presidente do PDT, Roberto Oleiro Dutra, pedisse a instauração de processo na comissão ética do partido, para apurar a conduta de ambos. “O PDT está coeso na candidatura de Fábio Branco”, salienta. Desta forma, pai e filho correm o risco de serem expulsos do partido.
 
 Valdomiro Lima reafirma o apoio à candidatura de Lindenmeyer, tendo ido inclusive ao lançamento da campanha deste. "Se quiserem expulsar, que o façam. Mas que aguentem as consequências", salienta, destacando que o partido jamais fez uma reunião para decidir o apoio a Fábio Branco. "Quem decidiu este apoio foi o presidente, junto com uma ou duas pessoas, e assim resolvem apoiar um determinado candidato. Desta forma, acho que eu e os demais companheiros temos o direito também de escolher o nosso", afirmou.
 
 Integrante histórico do PDT rio-grandino, o ex-secretário garante que a decisão de apoio ao candidato do PT não foi em função de ter saído da Secretaria Municipal da Administração e nem com a saída do PDT do bloco de sustentação do Governo Municipal na Câmara de Vereadores. Diz também que não foi demitido pelo prefeito Fábio Branco. "O prefeito me fez uma proposta e me chamou para ir para o seu gabinete. Eu ouvi a proposta e não compareci mais", disse, desta maneira recusando a proposta.

Lima diz que seu apoio a Lindenmeyer é porque o petista é uma pessoa com quem se dá bem há muitos anos. "Um advogado excelente, deputado estadual. (...) Tem trânsito tranquilo com a presidenta Dilma, que por sinal foi minha assessora na Assembleia Legislativa, quando fui presidente daquela Casa", disse sobre o petista.
 
 Conforme o presidente do PDT, Roberto Dutra, também secretário municipal da Habitação, uma reunião nesta terça-feira à noite , da executiva do PDT, iria julgar o que o presidente pedetista chamou de "ato de rebeldia". "Foi uma infidelidade partidária. Eles assinaram e confirmaram as regras do jogo em convenção. Eu acho que as pessoas devem honrar o que acertaram. Fizemos parte da base aliada do Fábio Branco. O apoio a ele foi uma decisão da executiva e homologada pelo diretório. Não foi uma posição do presidente, mas do partido como um todo. Quem não concorda que saia", salienta Dutra.

Fonte: Jornal Agora

Nenhum comentário:

Postar um comentário